quarta-feira, fevereiro 17

começando tudo de novo,
pra ser 10, pra ser um grande legal.
mas quem é que escolhe o que a gente leva e deixa pra trás?
nessa bagagem louca onde coisas que a gente pensa ter perdido há muito tempo aparecem nos bolsos secretos dentro da mala; despertando um sorriso. e depois um calafrio. E depois apertando o play de várias ceninhas de um filme amador que correm em câmera lenta, aquelas das quais você é o telespectador mais fiel e fanático. enquanto isso seu corpo tenta acordar alguma parte do seu cérebro que eventualmente ainda esteja acordada, pra perguntar o que fazer com aquelas peças de roupa..
Por enquanto você as abraça apertado, isso te faz sorrir, e você lembra.. e pensar vai ficando pra depois

Albert Einstein

Viver é como andar de bicicleta.
É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.

LIVE HIGH ! (Jason Mraz)

I try to picture a girl through a looking glass. See her as a carbon atom, ee her eyes and stare back at them. See that girl.. As her own new world. Though a home is on the surface, she is still a universe

Glory God, oh God is peeking through the blinds! Are we all here standing naked taking guesses at the actual date and time? Oh my, justifying reasons why is an absolutely insane resolution to live by...


Live high, Live mighty, Live righteously... Takin it easy.

Live high, live mighty, Live righteously.


Try to picture the man to always have an open hand. See him as a giving tree, see him as matter. Matter fact he's not a beast. No not the devil either, always a good deed doer.

And it's laughter that we're makin after all

The call of the wild is still an ordination why. And the order of the primates, all our politics are too late. Oh my, the congregation in my mind is this assembly singing gratitude, practicing their lovin' for you.

Just take it easy and celebrate the malleable reality. Because nothing is ever as it seems, this life is but a dream

quinta-feira, dezembro 24

and not even the hands that toch this keys feel that they are the same, all of it doesn't feel the same. is it supposed to?
talvez se eu só deixar as coisas vazaarem dessa caixa apertada que o mundo tá fazendo girar sem parar, seja mais natural.. não tem nada pronto que saia de mim, e não tem aquele sempre ou nunca que ajudam um pouco bastante a definir os limites do bom e velho quem sou eu. limites?
acordar com a harmonia silenciosa da neve caida nos telhados ao redor, e ainda assim dentro dessa janela que me deixa ver a rua uma bagunça, e dentro dessas janelas que me mostram todas as outras janelas, tudo amontado, e ainda assim beautiful.
talvez a perfeição nao tenha nada a ver com o se sentir bem e eu quero inventar uma historia, mas não agora. quer dizer, talvez ela venha, hmm to ansiosa. enfim,
será que é uma impressão folgada ou faz bem não se sentir tão no comando da peça que os livros ensinam que a gente tá dirigindo? i guess not everydobdy's able to direct And take the lead.. I might staywith the lead and leave the directing with who/whatever is able to.
I mean, from the body to the heart and mind, e até mesmo o espírito, quer dizer a alma. Não seria a rebeldia e a dessincronia entre eles um pedido? deixa a gente float around with the breeze, sentindo o vento bater e por favor, assuma e complete a difícil tarefa de 'aceitar o amor como é e deixar que ele vá, e nos leve pra todo lugar... Como aqui?' complete não dá, não tem um fim, não tem uma forma certa ou uma meta pra se antingir perfeitamente,
sabe.. isso sou só eu mas pra ser mais eu humana, preciso dessa imperfeição, e me faz bem.
eu acho*

sábado, agosto 22

Que descolorirá?

Não tem tempo, nem piedade
nem tem hora
de chegar.
Sem pedir licença muda a nossa vida
e depois
convida a rir ou chorar..
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver
o que virá;
O fim dela
ninguém sabe, bem ao certo,
onde vai dar..
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela
que um dia enfiim..

E será que a passarela de todos nós é a mesma?
Ou será que alguns preferem aquarelas largas e concretas, firmes e perfeitamente previsíveis?
Porque eu quero e não acho jeito outro de dizer que a minha é uma corda bamba.
E a emoção, é indispensável/comparável/perdível!

Partir andar, eis que chega

É essa a hora tão sonhada;
Não há como deter a alvorada..

Enquanto as bocas se afundam em sorrisos encharcados de sentimento, saudades e uma surpreendentemente resistente cola que continua mantendo unidos alguns corações que alguém, talvez o destino, tenha apresentado uns aos outros;
Dentro de cada cabeça um filme passa curioso se perguntando sobre qual será o seu final.. Ou, nos menos pretensiosos, resta a dúvida sobre se haverá ou não um próximo capítulo; rasgando as certezas construídas na base movediça do presente que agora mesmo já virou passado..
Mas resta sempre uma luz verde no fim do túnel, se o presente tão efêmero ainda tem sua autoconfiança pautada na felicidade que traz, que esbanja, e que portanto representa; podemos esperar, ou pelo menos querer, sem duvidar da lei da atração, que ele ainda prepara singelas e magníficas surpresas para nós em seu filho tão apressado

"E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar..."

segunda-feira, agosto 17

Ah, (des)?!enganos

A instantaneidade com que se percebe que certezas tão complexas. Tão certas.
Tao absolutas!
Elas vão caindo. E será que devemos conter as lágrimas que tentam contê-las antes que se despecaçem no duro tapete branco e fofo ao pé da cama?
Ou salgar o chão onde vivemos isso faz parte da magia que desperta princesas e sonhos no último momento do filme?

...

É estranho o espaço apertado querendo deixar de existir de quando alguma coisa está se desfazendo, ou desmororando, e você lá no meio, temendo sua própria tentativa de sair.
Porque se tudo que cala fala mais alto ao coração, talvez também devesse alguém que se sente ou que se faz (ultimamente sentir e ser, intencionalmente ou não eu já não sei, têm se confundido consideravelmente pra mim), conseguir falar mais alto ao coração alheio, não tão alheio assim. Os que a gente sem querer talvez tenha querido algum dia deixar, ou deixar ir, mas sempre sobra uma vozinha gulosa querendo saber 'o que sobrou pra mim'.
Onde é que deixamos nossos pedaços cair?
Ou foi a cordinha que estourou?
E talvez eles nem tenham existido, nessa tentativa fugaz de mandar pra fora tudo que passe pela cabeça, talvez tenhamos recolhido pecinhas que não nos pertenciam, pra formarmos a máquina, que quando vemos bem, não funciona ou responde bem do jeito que a gente tinha filmado, sonhando.
Mas a certeza de que a contagem dos dias não estava errada, de que eles realmente se passaram, súbitos e sob o inclemente patrão, Seu Tempo, pede tímida que alguém a ouça. Essa certezinha de que tudo aconteceu mesmo, por mais surreal que pareçam todos os personagens aos quais pouco antes apelidávamos nós mesmos, eles pedem pra viver. Que seja na memória.
Só que a caixa é apertada demais pra eles também, e conforme abrimos uma nova, cheia daquele brilho mágico que tem tudo que ainda não temos; brilho efêmero que copia o aiiiinda cheio de água na boca. Eles espremem suas mãos e pés pela fresta que a lembrança de quem fomos, ou como, não deixou se fechar. Eles não estão sós, nem no escuro; e se anunciam mais fortes que nós.
Eu que não me atrevo a contradizê-los; eu só espero que os fiapos das vozes roucas que restaram em suas gargantas frágeis me lembre do que falta. Ou então me mostre que não falta nada. Ou então que se calem.
Na verdade, que façam como quiserem; apenas espero e quero mesmo que eu entenda os sinais contidos nessa nostalgia disfarçada, se é que eles existem, e a partir deles possa continuar a montar o castelinho de cartas sobre o qual a gente se equilibra, também conhecido como vida.

domingo, agosto 9

Desculpa

As vezes a palavra que a gente quer ouvir.
As vezes a que a gente se mata pra falar.
Muitas vezes salva muitas coisas; só a sua ausência por outro lado já deixa aquele vazio frio que tem no meio uma ventania com gosto amargo de 'e agora'?
e agora? será que vai dar certo? será que vai ser fácil?
será que o sorriso que as desculpas abrem vai ser de alívio ou de quem já quis comprar mas hoje desdenha?
acontece que não dá pra querer ser 100% sendo 100% uma coisa só.
O que eu to tentando deixar aqui pra me lembrar sempre disso é que contar até 10 não adianta. Tem que contar até o infinito se precisar, mas o julgamento pras decisões que tomamos, palavras que proferimos e caminhos longos que decidimos começar a trilhar, talvez precise ser feito mais com base na santa e linda pergunta do "quantas desculpas eu possivelmente vou ter que pedir depois?"
Porque quem faz alguma coisa de mal ainda que involuntaria ou talvez ingenuamente, mas sempre sabendo que está arriscando e ainda assim fazendo, pode até esquecer;
mas eu peço por favor que me ensine quem algum dia não se lembrar mais de nenhuma das ofensas que recebeu, nitida e perfeitamente, como se fosse hoje.
Dói quando mastigam o que você dá a vida pra oferecer e jogam no lixo que nem eu faço com bala ardida. Ninguém passível de ser amado (e todo mundo é; tem mamãe papai e mais uns 6bi de pessoas por aí, alguém te ama e a cada um, fato) pode ser tão ardido assim.
É duro, perceber sozinho seus erros, e perceber porque quis. Porque quando a ficha cai é quando cai também o peso da palavra desculpa e a grande nobreza de quem as aceita de coração. E aí é voce quem sente cada sensação de sufoco aperto e incredulidade que causou esquecendo as pequenas grandissíssimas datas, as roupas novas, as boas maneiras, a gratidão no momento de opinar sobre algo, alguém ou alguéns, dos corações que esmagou com o martelinho que sentenciou a conclusão do seu julgamento (sempre precipitado) de alguém, ou alguéns.
Acho que é mesmo a saudade, carrasca implacável, a grande companheira da desculpa;
que nos faz ver as coisas pelos olhos que já deveriamos ter adquirido e utilizado por nos mesmos antes de fazer o que não custa nada mesmo né. sem pensar em como seria duro e ruim receber isso de volta. sem empatia verdadeira, ainda que nos proclamemos grandemente compreensivos.
tomara que cada vez menos pessoas precisem sentir dor pra entender como é essencial evitarmos causá-la.
É a saudade lá de mãos dadas com o pedido de piedade. É aqueela palavrinha com S que vem certeira, maldosa, doída. E nos lembra daquilo que putz, foi sem querer...
Querendo.

E o coração palpita enquanto os olhos tentam escanear toda a explosão atômica provocada dentro daquela alma onde plantamos nossa semente do (pedido de) perdão.