quinta-feira, abril 30
Obrigada!
Ah pedaços, vocês me confortam naquelas horas de que eu estava falando..
Algum dia quando um corredor rotineiro e agora um pouco ressecado me relembrou de que muito provavelmente o pouco que restar de mim, como ocorre com tantos pequenos ou grandes restos de pessoas normais ou anormais (o que é normal, aliás?), vai ressecar.
Quer dizer, o pouco ou muito que ficar desse mísero eu que a gente sente ou pelo menos vê fisicamente.
O que na verdade é muito pouco pra o que eu considero um mim inteiro, um ti, um nos, um vos; que não dá pra ser comparado na minha imensa ignorância, nem de longe, com a magnitude infinita da alma do ser e de tudo que um ser completo - e principalmente sua alma quando comanda ou pelo menos quando está em harmonia com o corpo, consegue deixar nas pessoas e lugares por onde passa, ou por onde os outros fazem com que ele passe, em palavra ou pensamento.
E quando só sobrarem esses pequenos vestígios de que algo físico uma vez foi a morada dessa alma que aqui digita, talvez esses bastantinhos pedaços sejam úteis pra alguém. Talvez a internet me pareça bem amis duradoura do que eu mesma, e daí veio tudo isso, mas então porque não me aproveitar dela? Quer dizer, minha alma não dá pra explicar nem copiar colar nem desenhar nem fotografar.
Mas quem sabe os pedaços mais significativos, ou menos, mas sempre os dela, eu consiga. Estou conseguindo?
Alívio
Como as coisas vêm quando pedimos, isso é algo que não cansa de me impressionar.
Ah, detalhe, pedimos EEEE principalmente deixamos que elas venham..
Ultimamente (pra ser mais precisa essa semana, provas, provas, marcando provas, fechando notas, coisas que não consegui fazer ainda, pessoas que não consegui ver ainda, coisas que não consegui ler, falar e/ou escrever/pensar ainda, etc), bateu forte aquela sensação ou melhor aquela pergunta bem profunda e principalemten oq ue mais me irrita, bem insistente, de será que eu estou agindo certo? será que quando não volta, é porque ainda vai voltar? será que eu paro alguma coisa? será que eu começo outra? e vários serás que vinham me impedindo de sorrir um pouco mais por dentro e de falar e ouvir e sentir um pouco mais por fora.
E aí pela primeira vez realmente, porque antes eram só projetos de falta de ânimo, eu desanimei. E pensei que tava tudo errado e que devia reprensar e reformular e me reiventar de novo. Mas como eu li esses dias no livro negro que lerdamente está entrando aqui, (mas devagar e sempre, não nos esqueçamos), talvez quanso a gente busca e realiza se transformar demais em muitas outras pessoas, possa perder a felicidade inicial, ou a sensação que a imagem dela em nossas mentes nos propiciava, e que era boa.
Então hoje com essa que está aqui em baixo, eu percebi que não está sendo em vão.
Ana E: +/- E era completamente Ela, a exaltação ao amor. Sabe, a gente tem mesmo que dar o amor e entendi que se a pessoa não vê agora, vê depois, mas que se não voltar, não tem problema; porque por mais que aqui não recebamos o valor desse amor que a gente põe em tudo, lá nada foi em vão.
E agora talvez eu esteja pronta pra continuar.
28/04/09
Legenda: Ana Elisa (aninha) ~ minha titia; Vó Cotinha ~ a bisaS2; Izolete ~ vovó; Osmar ~ vovô; Isidoro ~ papai; Ana Carolina ~ eu!;')
"O que fazes aqui minha neta querida?
Fico feliz em te ver aqui e procurando o plano espiritual; você sabe o quanto é necessário para você e seu filho.
Que bom que não há nada com o pequenino, noós aqui estávamos fazendo muitas correntes para que o pequeno não tivesse que passar por isso, então agora só não podemos deixar de agradecer, agradecer a vitória e do alívio que vocês passaram neste momento.
Aninha, minha neta tão animada, tão contente... Só não falo que é a mais pois o meu jardim era bem florido, colorido e animado, me lembro até hoje dos deliciosos beijos que você me dava e de todo carinho que tive de você; é o carinho mais sincero e singelo, assim como você trata todos que te rodeiam.Nossa, é o mesmo espírito da minha filha Izolete que se preocupa com todos a sua volta.
De uma coisa eu não tenho o que reclamar, nossa família vem crescendo com caridade e fraternidade e daqui fico radiante em ver o quanto isso está sendo passado para frente, já dá para ver a minha Ana Carolina com a mesma garra e o mesmo afeto pela família que vocês, meus filhos e meus netos.
Continuem assim, com essa corrente do bem, se unam e faça com que os pequeninos que vem chegando tinham o mesmo espírito e o mesmo valor de família que eu passei para sua mãe e que sua mãe passou a vocês; agora é a vez de vocês passarem aos seus filhos.
Ana, meu amor, abrace minha filha e não deixe com que ela se esforce tanto. Faça com que ela aproveite mais sua vida, peça para os meninos ajudarem um pouco. Seria bom ela ter um momento para descansar e curtir o Osmar.
Quanto a você, não deixe de procurar os seus objetivos, você sabe do seu talento e não pode deixar ele lá quieto. Agite esse lado com toda garra e acredite, tudo vai andar logo logo, mas não deixe de buscar.
Cuide do Caio e leve sempre ele para tomar o passe e dê a ele a água purificada daqui do cantinho para purificar e acalmar os sonhos dele.
Fique em paz minha filha, dê um beijo na minha querida Izolete e em cada Ana e nos meninos e é claro no meu neto Isidoro.
Se cuidem e se amem sempre,
Beijos com amór da Vovó Ana (Cotinha)."
domingo, abril 26
Sonhos se tornam realidade?
Oi pedaços, quanto tempo.
Tava com saudades.
Mentira, to com medo de vocês, sabe. Quer dizer, é muito estranho o quanto vocês são numerosos e diferentes e parecidos ao mesmo tempo e eu não sei mesmo contar vocês, não sei organizar por ordem alfabética muito menos de importância, vocês são Kraós total dentro de mim.
Mas é estranho porque quando eu fico muito tempo sem por um de vocês aqui, ao invés de parecer que vai acumulando coisa pra dizer, parece que vai faltando, como se cada memória que eu tinha pra escrever prontinha e deixasse passar ficasse meio que presa, apesar de esquecida, cobrando que eu venha aqui e achate o bumbum um pouquinho e deixe que alguma outra coisa talvez até igual em alguns sentidos a substitua.
É muito estranho esse negócio de memória.
Novidades, bem, eu tenho sonhado muito ultimamente. Mais do que os normalmente sonhados sonhos acordada, eu tenho sonhado muitos sonhos dormindo. E é bom lembrar deles quando eu acordo, mas bom naquele esquisito e velho sentido meio assustador de tudo que a gente não entende mas não pode negar que existe.
Ah eu vou contar talvez eu leia daqui um tempo e descubra o que quis dizer. Obviamente eu não sei a ordem nem nada do tipo, aliás nesse momento eu sou contra sonhos terem ordem, a vida já tem ordem demais.
- Eu ia ter que fazer uma cirurgia. Até aí eu achava que era qualquer coisinha bem simples, até porque acho que eu não sabia que doença eu tinha, mas aí conforme foi chegando mais perto da data, um dia eu estava na casa da minha vó, com ela, no quarto dela. a gente tinha acabado de acordar mas a cama já estava cheia de roupas que ela sempre deixa amontoadas em cima da cama. Aí ela tinha uma seringa enorme na mão e me ensinou a aplicar no meio do pescoço, deitada, olhando pra cima, e falou que tinha que ser todo santo dia, as 10h00 e as 15h00, até chegar o dia da cirurgia. Nessa hora eu não quis aplicar. Medo.
- Eu em casa, falando com meu pai no telefone, e perguntei o que eu realmente tinha (minha doença) aí ele falou que eu tinha anemia facilforme (nãoseicomoseescreve, óbvio), e começou a chorar. Muito. Mas acho que eu nunca o vi chorando quando eu estava acordada, não. Vi sim, mas enfim. Voltando ao sonho, eu estava morrendo era isso, quer dizer é difícil alguém chegar na minha idade com isso e a cirurgia era estilo ultima esperança.
- Eu na academia. Conforme ia passando o tempo eu ia ficando fraca, fraca, caía toda hora no chão, a academia era num andar muito alto e com a parede atrás do professor toda de vidro. Era muito pacífico, mas eu me sentia muito mal.
- Eu numa casa no alto do morro com a minha mãe. Passou uma borboleta. A gente sempre escalava um morro no alto da casa, minha mãe ia cheia de equipamentos de proteção e de escalada e eu ia sempre sem nada, só com as mãos mesmo. Me senti Anne Hathaway.
- Não sei onde, mas um dia eu criei coragem pra aplicar a injeção no pescoço. Não doía. Alívio.
- Voltando pra escalada, chegou um dia que eu fui na frente (até aí era minha mãe quem sempre ia na frente). Minha mãe continuava subindo atrás de mim, mas nesse dia todas ou quase todas as pedras em que eu me segurava iam caindo. Não eram pedronas, mas era chato continuar subindo sem elas. Me sentia meio fraca. A gente chegou lá no alto. Eu senti que ia ter um terremoto ou alguma coisa do tipo. Acho que minha mãe segurou meu tornozelo e a gente voou, a montanhazinha da escalada voou. Eu pensei na Itália. Quando a gente tava caindo, parecia que era por dentro de um prédio e que a gente ia quebrando os andares. Antes de nos machucarmos eu segurei um móvel tipo uma mesa do meu lado direito, a gente parou. Tranquilidade.
A cirurgia nem sei onde foi parar. Mas foi tão bom acordar.
Sonhos se tornam realidade?
segunda-feira, abril 13
Intervalos, fins, etc, ai!
Talvez eu seja estranha. Talvez muito.
Talvez tirando esses talvezes a coisa fique mais realista, eu sou estranha. Mas não que eu pense que existe um 'normal' praquilo que se deva ser, mas às vezes a cobertinha da realidade parece não querer revelar essa falta de padrão, enquanto as pessoas se escondem e escondem os outros debaixo de rótulos. Mas esse não é o ponto,
O que acontece é que existe um fato especialmente estranho que é minha aversão a fins. Quer dizer, acredito que muita gente tenha essa mesma coisa, que não sei se chamo de medo ou de incertezas, ou de medo justamente dessa ausência tão plausível de certezas ou do óbvio que quase sempre me rodeia. Meu maior problema nem sei se chega a ser com fins, porque pra mim nenhum fim é tão fim que não seja um novo começo, mas eu não gosto ainda de intervalos..
Ah mas que intervalos? De todo tipo. Acho que eles me assustam pela falta de vida que essa palavra me traz. Quer dizer, fim de semana.. (festafestafestadescansosonocomidaYÉS).. na verdade pra mim não sabe.. Eu não sei se finalmente minha hiperatividade oculta se revela ou se talvez (mais Ênfase nesse talvez, por favor) eu não goste de ficar parada. E por mais que eu me movimente nesses dois dias, ou em intervalos de atividades, ou em intervalos de qualquer coisa, não sei, me parece que eu não estou tão viva como quando não é o intervalo e sim a atividade..
E normalmente eles começam no Ânimo sabe, ver o Orkut, etc, é bacana é legal ter um tempo livre. Mas depois esse termo me persegue, tempo livre tempo livre tempo livre e começa a soar como desperdício! Enfim, acho que a vida volta a pulsar aqui quando vem a semana sabe. Não parar e etc e ter oficialmente o que fazer..
Ou talvez seja só um momento.. Mas que incomoda e parece ser profundo hoje, isso eu sinto forte.
domingo, abril 12
quinta-feira, abril 9
QUASE AMOR .
Que poder é esse? O que que eu fiz? Que desejo é esse que eu sempre quis? Fez-se paraíso dentro de mim, mas choveu granizo no meu jardim. Quero paz e amor tipo casual, atravessa a dor e não fica mal. Eu fui condenado sem ter juíz, me senti culpado de tão feliz.
Um físico desafiou: como pode o sentimento o tempo atravessar? Um sínico dissimulou: isso vai passar.. Um místico profetizou: estava no seu caminho escrito e não se apagará. Um lírico poetizou: dá pra ver no ar..
Isso é pra usar de sinceridade; eu morro de pensar, fico na vontade. Mas se o que você diz já não é verdade, que maldade..
Ah meu deus do céu, é verdade isso.
e é tão verdade sabe, os sinais são sinais e não dá pra conseguir correr disso, por mais que se tente. Quer dizer pelo menos é isso que a vida tem me mostrado até agora.
ME CHAMA.
Chove lá fora e aqui faz tanto frio. Me dá vontade de saber aonde está você? Me telefona.. me chama, me chama, me chama.
Nem sempre se vê lágrima no escuro, lágrima no escuro. Lágrima, cadê você?
Tá tudo cinza sem você, tá tão vazio. E a noite fica sem porquê
Nem sempre se vê mágica no absurdo, mágica no absurdo. Mágica, cadê você?
E a noite fica sem porquê. Me chama, me chama, me chama.
Nem sempre se vê lágrima no escuro, lágrima no escuro. Lágrima, cadê você?
Tá tudo cinza sem você, tá tão vazio. E a noite fica sem porquê
Nem sempre se vê mágica no absurdo, mágica no absurdo. Mágica, cadê você?
E a noite fica sem porquê. Me chama, me chama, me chama.
Thaeme Mariôto.
Não que para mim faça muito mais sentido do que pra você.
Mas acontece que éssa é inevitável e exatamente dessa bagunça e dessa loucura, dessa vida solta e dessa sensação de estar solta na vida e de responder aos chamados que ela, ou que ele, ou que tudo ou que todos ou que você mesmo se faz, e correr pra onde se precisa ir; é disso que eu e pelo menos minha mamis mas que eu acho que todo o mundo e todo mundo precisa.
É que eu não vejo outro jeito que não seja perceber aquilo que te faz falta, e normalmente esse aquilo é alguém, mas os outros passos são difíceis, então, quando as coisas ficam sem porquê a gente pede pro outro nos chamar. Aí também me cai uma dúvida, é certo isso? Ou a gente tem que ir lá e chamar.. Quer dizer, as vidas têm momentos diferentes mesmo e a gente tem que respeitar e conviver com isso, ou será que é mais adequado fazer seu próprio momento? Será que fazer seu próprio momento inclui induzir à adaptação do momento do outro?
No momento eu ainda tenho uma barreira entre essas duas situações que eu estou chamando de respeito, mas eu naõ sei, talvez o amanhã me traga novos chamados, como vem trazendo tão incessanetemente, e eu decida que não existem limites pro que pulsa de dentro pra fora de nós.
Mas acontece que éssa é inevitável e exatamente dessa bagunça e dessa loucura, dessa vida solta e dessa sensação de estar solta na vida e de responder aos chamados que ela, ou que ele, ou que tudo ou que todos ou que você mesmo se faz, e correr pra onde se precisa ir; é disso que eu e pelo menos minha mamis mas que eu acho que todo o mundo e todo mundo precisa.
É que eu não vejo outro jeito que não seja perceber aquilo que te faz falta, e normalmente esse aquilo é alguém, mas os outros passos são difíceis, então, quando as coisas ficam sem porquê a gente pede pro outro nos chamar. Aí também me cai uma dúvida, é certo isso? Ou a gente tem que ir lá e chamar.. Quer dizer, as vidas têm momentos diferentes mesmo e a gente tem que respeitar e conviver com isso, ou será que é mais adequado fazer seu próprio momento? Será que fazer seu próprio momento inclui induzir à adaptação do momento do outro?
No momento eu ainda tenho uma barreira entre essas duas situações que eu estou chamando de respeito, mas eu naõ sei, talvez o amanhã me traga novos chamados, como vem trazendo tão incessanetemente, e eu decida que não existem limites pro que pulsa de dentro pra fora de nós.
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